TERRA DO RONCA ESTÁ EM FOGO
O incêndio de grandes dimensões no Parque Estadual de Terra Ronca, localizado no Nordeste de Goiás, teve início mais cedo em 2026 -
O fogo no Parque Estadual Terra Ronca, localizado em Goiás, já dura mais de nove dias e destruiu mais de 13 mil hectares; desde 2021, o parque não era atingido por um incêndio dessa magnitude.
O incêndio, considerado pelos Bombeiros como o'mais grave do Brasil', ocorre antes da época crítica de setembro e outubro.
De acordo com os especialistas, a Terra Ronca não experimentava um evento semelhante há cinco anos. Os incêndios são primariamente provocados por ações humanas, como ventos intensos e escassez de chuvas. Além disso, o comportamento das pessoas contribui para a previsão do período crítico de incêndios no estado para 2026.
Historicamente, as chamas na região começam em setembro e outubro, porém, este ano, começaram mais cedo.
Nos sete primeiros meses deste ano, os Bombeiros contabilizaram 4,2 mil focos de incêndio em vegetação e áreas urbanas, uma média de uma ocorrência a cada hora. Embora os incidentes de vegetação sejam mais graves, eles representam apenas 9,6% do total; 90,4%, ou 3,8 mil ocorrências, são classificados como urbanos.
O militar do corpo de bombeiros declara que, em 2026, Goiás necessita de um monitoramento contínuo por parte das instituições e da população para evitar incêndios. Épocas de estiagem, calor, umidade elevada, ventos intensos e vegetação desértica são propícias para o aparecimento e a rápida disseminação de incêndios.
A maior barreira a superar é o calor intenso. Na batalha direta, é crucial estar próximo à chama, mesmo que essa situação possa se alterar. Em Terra Ronca, o avanço do fogo é intensificado pelos ventos e pela vegetação. O major explica que "o deslocamento das equipes em áreas arenosas requer um esforço físico considerável".
Desde 24 de julho, o decreto estadual No 10.962 está em vigor no estado, proibindo a utilização de fogo em áreas de vegetação até 2026, devido ao elevado risco de incêndios florestais. A comunidade deve se abster de ações que provoquem incêndios, especialmente em regiões rurais e áridas, sob pena de prisão de dois a quatro anos e pagamento de multa.
No manejo do capim de rebrota, utiliza-se a cultura do fogo como método agropastoril. Sugere-se a não utilização de fogos para a limpeza de terrenos, pastagens e zonas urbanas.