MPMT QUER MONITORAMENTO DA USINA HIDRELÉTRICA MANSO
Ministério Público requisita pesquisas acerca do efeito da Hidrelétrica do Manso na seca do Pantanal -
O Ministério Público do Mato Grosso pediu que a Justiça adote medidas para monitorar o efeito da Usina Hidrelétrica Manso na vazão do Rio Cuiabá e no ciclo natural de inundação do Pantanal.
Com propósito de assegurar a realização de estudos estabelecidos em acordo legal e coletar dados técnicos que possibilitem a análise dos impactos da operação da usina em regiões inundadas, como as baías de Chacororé e Siá Mariana.
No texto encaminhado à Vara Especializada de Meio Ambiente, destaca-se que a operação do reservatório de Manso é um dos aspectos que precisam ser analisados, devido ao agravamento da seca na região pantaneira.
Estudos citados no procedimento indicam que a regulação do curso do Rio Cuiabá pode impactar o ciclo natural de inundações e secas, um evento essencial para a preservação dos ecossistemas do Pantanal.
Um dos pedidos feitos perante a Justiça é que o Governo de Mato Grosso e a Secretaria de Meio Ambiente forneçam dados acerca das pesquisas do Termo de Ajustamento de Conduta.
O conteúdo inclui modelos hidráulicos e hidrodinâmicos, uma representação ecológica e simulações de cenários de liberação de fluxo pela UHE Manso.
A Central Hidrelétrica de Manso, ou Aproveitamento Múltiplo de Manso, situa-se no estado de Mato Grosso, entre as localidades de Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia, distando cerca de 100 km da capital, Cuiabá.
A usina hidrelétrica instalada no Rio Manso, principal tributário do Rio Cuiabá, produz eletricidade e regula o nível das águas.
Sua abertura aconteceu entre os anos 2000 e 2001, e a capacidade instalada oscila entre 210 MW e 212 MW, distribuída por quatro unidades geradoras.